terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cócegas ao ego

A cena metia uma máquina fotográfica profissional, uma modelo numa roda-viva de poses e eu na retaguarda, à espera do cessar flash para disparar a entrevista.

Tudo isto e um pouco mais entre raios de um exibicionista sol de Outono armado em sol de Verão. Bocas daqui, caras dali, tive de me aguentar por uns intermináveis 40 minutos até que, em pleno cruzar de perguntas e respostas, o chocolate sueco executou a abordagem.

Cartão em riste, primeiro a roçar o espanhol, depois a comunicar num mais universal inglês, ele convida-me a passar lá pelo estúdio, na Suécia, para bater umas chapas. Model? Eu? Estamos a negociar?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

E esta, hein?

Fiquei incrédula à primeira. Voltei a ficar incrédula à segunda. Como? Pois, é. Vai-se lá perceber porquê, o senhor meu pai acha que eu, solteira, sem filhos, e pagante exclusiva de todos os meus encargos, deve contribuir para a mensalidade de uma creche.

Pois é. Para dar uma ajudinha lá em casa da mana – que claro, não desconfia de nada –, onde por acaso são dois a aguentar despesas e onde a vida se gere na mesma base orçamental que a minha: salarial. Pois é. Uma ajudinha mensal. Não uma vaquinha pontual, daquelas que volta e meia unem a família num e noutro projecto. Nada disso. Uma contribuição mensal.

Para juntar à renda, à prestação do crédito pessoal, à luz, à água, ao gás, à tv por cabo, à internet, aos comes, bebes e, quem sabe, um mimo de saída nocturna. Sim, porque é para isso que trabalho. E não dá para mais. Mas o senhor meu pai não percebeu à primeira e, por isso, teve de ouvir um novo não à segunda.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A minha ressaca de redacção

Acção: duas das almas que me animam o espírito profissional respiram férias.
Consequência: a minha rotina sente-se asfixiada.
Reacção: apetece-me saltar para o pescoço de umas certas criaturas que insistem em adentrar espaços humanamente povoados sem emitirem um único som de saudação.

Raisparta!

sábado, 1 de outubro de 2011

O Grito pós-Ipiranga



Subi até uns crescidos 1,75 m. Fiz o meu curso sem desvios de pautas. Arranjei o meu emprego. Saí de casa à primeira oportunidade. Comecei a lavar e a passar só a minha roupa. Especializei-me em desenrascar alimentos para adiar idas ao fogão. Conformei-me com a rotina de arrumações e limpezas. Tornei-me campeã do estica aqui o orçamento e aproveita dali o cartão e, mais responsabilidade, menos obrigação, diria que me tenho aguentando bem nisso da independência a solo. Mas, há sempre um mas. Desta vez foi a quinta-feira a demonstrar-me que na hora do vamos-ver-se-é-desta-que-a-dor-me-fulmina a primeira e única ideia que me assalta a cabeça é: «Quero a minha mãezinha»!

Sintomas de saudade



Mais do que falar, a Marisa canta por mim.

Vira o mês...




...e não tecla o mesmo. Escreverei os impossíveis para que este blogue não volte ao mesmo de passar um mês em branco.