sexta-feira, 27 de julho de 2012

Como?

Gosta-se o suficiente para continuar. Mas ao mesmo tempo sabe-se que já se gostou mais. Por isso apetece ouvir menos. Apetece falar menos. Apetece estar menos. Ainda assim gosta-se. Gosta-se o suficiente para continuar. Mas ao mesmo tempo sabe-se que isso não deveria chegar. Por isso vai-se levando na esperança de que volte a ser como foi. Mesmo quando os interesses se desencontram a cada passo, quando os caminhos se desviam a cada curva e quando a crítica se sobrepõe à tolerância. Simplesmente vai-se levando porque não há culpados nem inocentes, apenas uma vida de distâncias que já não permitem ver. Por isso olhamo-nos apenas, esvaziados do nós, cada um à volta do seu eu. E, de novo, a pergunta matuta-me ideias: sem desentendimentos nem aborrecimentos como se consuma o acabar de uma amizade?

Pelas ruas da cidade

E assim, com aquele taga e posta desarmante, o Facebook mostra-me que não estava a alucinar presenças. A tal filosofia de figura com trejeitos de Pessoa andava mesmo por ali àquela hora. Com menos sol do que eu recordava - estranho - mas exactamente como do Janeiro da última vez. Assim … resvés contacto visual, o karma passou-me ao lado.

Parecem bandos de urubus à solta

E se, de hoje para amanhã, fecharmos? Assim, sem aviso prévio nem confortos de indemnização? Multiplicam-se as apostas, aqui e ali carregadas de maus agoiros, desdobram-se os sinais de inquietação e eu continuo na minha, isolada, num tranquilo desassossego. Sim. A casa pode fechar. Mas não. Não será o fim do mundo.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Faltam

Uma quarta, uma quinta e uma sexta-feira de desarranjos horários e, bem digeridas as escritas, três páginas de reportagem fabril, outras três de ateliê musical e um par de estreia cinematográfica. Mais caracteres, menos espaços, daqui a algumas linhas estou de férias. Yes I can.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Só para escrever...

...que isto ainda mexe. A casa não fechou e não fechará enquanto no mundo houver palavras.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Da Anatomia das emoções

Ou da estranha loucura desta realidade superar a ficção:
«Amo-te tanto que dói. Ouviste bem o que disse? Dói amar-te».

Coisas que escapam à minha compreensão


Pessoas que se proclamam de outros clubes, mas que na hora do vamos sofrer porque já perdemos só se lembram do Benfica. Tipo esta: «Nós ao menos morremos na praia de Bilbau, não somos como outros que morreram na praia de Braga».