Estavam. Passado. Agora está reposta a liberdade dos relatos.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O Sol de tantos dias
Diz-me uma daquelas ferramentas online de precisão contabilística que passaram 2.347 dias. Acrescenta-me o programa de escrita cá do sítio que foram 332 edições em banca, interrompidas por seis meses de um passado – quase futuro – voo intercontinental. Fico na mesma, atarantada neste exercício de retorno ao antes, lançado agora no embalo do caminho para o depois. Nada a fazer. Sou de letras não sou de números, automaticamente troco datas por experiências, e, sobretudo por isso, custa-me horrores embarcar em balanços. Então apanho-me assim em voltas e mais voltas. Recuo a 2006, avanço até 2013, perco-me entre calendários e, muito além dos milhões de caracteres, milhares de palavras e centenas de páginas – com e sem assinatura – o que encontro são amizades. Por elas voltaria a escrever tudo de novo. Ponto final.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Thank God!
Não está para nascer o homem que, após dois (DOIS?) meses de exílio, me consegue resgatar dos caracteres da obrigação para os caracteres da diversão. Yes he can!
sábado, 11 de agosto de 2012
Modernices
Em 25 anos de presença nas bancadas, a profissão manteve-se intacta. Ali, inquebrantável. Agora é isto: o palhaço de plantão virou actor. Uma fortuna!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Jogar ou não jogar, mas há aqui uma questão?
Insistia ela na ideia de que perdeu a paciência para o jogo. Hoje um beijinho aqui, amanhã outro ali, talvez uns amassos pelo meio e não passa do mesmo. Por isso, repete, não vá a malta não perceber, antes ficar anos e anos a zeros do que andar por aí em voltinhas. Mas, agora pergunto eu, quem foi que disse que a ideia é andar aos círculos? Pelo menos a minha não é. Parece-me apenas que não dever ser coisa fácil conquistar novos mundos quando se está fora de jogo. Ao mesmo tempo não entendo de que forma o beijinho de hoje deixou de poder ser o amor de amanhã. Afinal, de que jogo falamos? As relações não começam todas pelo flirt? De outra forma, como se criam cumplicidades? Anda-se pela rua, faz-se faísca, e só de olhar pimba: namoro, noivado e casamento? Resistir ao jogo não será resistir ao amor?
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Vaivém
Ah e tal, olha que ele é casado. A informação veio tarde, mas não sei se mudaria alguma coisa se tivesse chegado antes. Estava para ser e foi como foi: toda a química sem toda a física e depois, cada um na sua direcção, seguimos quatro anos de estrada sem uma única via de cruzamento. Agora num estranho movimento de cosmos, o trabalho devolve-me ao reencontro dele: ó pra mim a caminho de mais uma volta que a vida me dá.
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