sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Casa de amigo, minha casa é



Se estas palavras tocassem, reproduziriam ininterruptamente o som daquela célebre marcha: Cidade maravilhosa/ Cheia de encantos mil/ Cidade maravilhosa/Coração do meu Brasil.

Só de pensar na festeira casinha que me vai acolher no Rio de Janeiro, disparo o modo trio eléctrico e começo a desfilar. E mesmo sem a menor esperança contabilística de levantar voo em breve, não consigo descer das nuvens.

Conta a minha irmã Marlene que a Verena e o Magnus, sábio casal amigo, enriqueceu o seu património com um spot habitacional no Rio. Garante a mana que agora é só acertar datas com os felizes proprietários e cair no samba.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Efeito feriado


Será que a semana aceita devoluções? Estou disposta a devolver o meu feriado em troca do reembolso de uma quarta-feira sem defeito. É que nisto de recuperar as horas de trabalho subtraídas pelo Entrudo, há meio dia que estou embrulhada em contactos, papelada e teclado. E só de pensar nas resmas de informação que ainda tenho de digerir, quase me dá a volta ao estômago. Quase, porque não tenho nada cá dentro para andar à roda. Apenas sinto os ruídos de uma fome que já jantava.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Já agora...


...aviso que nem vale a pena tentarem subornar-me. A nossa relação chegou mesmo ao fim.

Bug do milénio



Está oficializado: a madrugada de Carnaval trouxe-me o litígio definitivo com a vodka. Talvez esteja a ser injusta com a dita russa - afinal desde o final da tarde que andava avariada do estômago. Acontece que apagar-me assim daquela forma súbita merece no mínimo separação. Mas como não sou pessoa para mínimos, já avancei com o divórcio. Um tchim-tchim à minha definição e infinitos tchim-tchim às melhores enfermeiras dos meus plantões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Clássica 'clubite'



Podem passar a época sem saber quem nos guarda as redes. Não revelam o menor dos interesses em conhecer quem nos assiste o ataque, e menos ainda em perceber quem nos compromete a defesa. Competição atrás de competição, cultivam uma cultura de indiferença perceptível no desconhecimento dos nossos reforços, das nossas dispensas ou dos nossos empréstimos. Castigos? Lesões? Desaguisados de balneário? Acompanhamento zero.

Por tudo isso e tanto mais, irrita-me o acometimento súbito de que supostamente padecem a cada clássico. De repente, como quem até parece saber a quantas jornadas andamos, vêm-me uns quantos pseudo-adeptos ‘lembrar’ que a noite é de derby. Enlouquecidos pela ocasião, chegam mesmo a desafiar-me para uma torcida de grupo!

Palavra que não entendo! Por mais épocas que acompanhe, continuo sem perceber o fenómeno do adepto instantâneo. Talvez seja facciosismo meu, mas comigo não há cá meio adepto ou adepto ocasional. Ou se é ou não se é. E quem só o é em dias de clássico, está muito longe de realmente o ser. Na melhor das hipóteses, apenas vai estando. O problema é que apesar de apenas estar - quanto a isso nada a opor - o pseudo-adepto fica com a insuportável mania que é. E desata a mandar mensagens, e desata a alardear vitória antes do jogo. Depois, basta a coisa correr mal (maldito sábado), para vê-lo a desertar. Até ao próximo clássico.

Portugal dos pequeninos II




Lisboa está na moda. Mais do que ouvir dizer, leio-o. Mas sempre naquele signo clássico da imprensa escrita que é o do carneiro. Meaning? Basta a primeira publicação de referência lembrar-se de acrescentar à capital da tuga um ‘must go’ para nascer um rebanho empenhado em esgotar o filão do imperdível.

Acho que sim. Continuem a dizer e a escrever que Lisbon deserves a visit. Afinal, it’s a bargain! Uma verdadeira pechincha para as carteiras decentemente remuneradas. Venham de lá os turistas, então. Convém é que tragam a lição bem estudada, porque isto das modas tem tanto de soberbo como de soberba. Venham de lá, mas venham preparados para o soberbo legado de uma história há muito arquivada, sem se deixarem inebriar pelos assombros do passado. É a prudência mínima de quem ao virar da noite arrisca-se a ver a soberba cair-lhe em cima.

Eu que sendo estrangeira estou longe de ser turista, admito a minha total incapacidade para ‘dançar’ o triste fado desta terra. País desenvolvido? Talvez sim, porque os critérios de desenvolvimento da humanidade tendem a nivelar-se por baixo e nunca por cima. Agora país evoluído? Talvez não. Melhor: nope! Eu que já andei por Madrid, Barcelona, Los Angeles, Berlim, Munique, Londres e Paris, garanto que o burgo de cá está a muitos e muitos países da evolução. E a diferença não se mede apenas pelo estilo e qualidade de vida. A diferença evidencia-se nas atitudes, tão bem caricaturadas por essa night adentro.

Só vivendo! Mesmo quando estou convencida que já vivi de tudo - da bela da festa que se privatiza à chegada de personas à vista desarmadas, à indecente exorbitância que se cobra à vontade do porteiro - lá vem a bela da tuguice para me surpreender.Então não é que o Lux, tantas vezes bem referenciado com uma late night disco, só permite entradas até às 5h30?

Perceberia aí alguma lógica se fosse essa a hora de encerramento. Agora chegar ao espaço às 5h40, ver gente a sair, saber que a coisa lá dentro está aliviada de lotação, ter a certeza de que a noite ainda rende pelo menos duas horas, estar disposta a gastar no mínimo os 12 euros da entrada, encontrar mais pessoal disposto ao mesmo, explicar que tenho gente amiga à minha espera, e receber em troca um autocrático: «São as regras da casa!». Please! Depois venham falar-me de crise.