terça-feira, 31 de março de 2009

Galo, galinha, pintainho


Não foi a propósito de papoilas que a dúvida me assaltou os neurónios. O cheiro de um almoço, temperado à lembrança de uma bicada de galo na infância, deixou-me intrigada com a família das galináceas. Se a mãe é a galinha, o pai é o galo, os petizes são os pintos ou pintainhos, onde é que entram os frangos (e já agora as frangas)? Podem bem ser os adolescentes da capoeira, mas como é que se define a adolescência galinácea? Pelos ossos? É que a única imagem de frango que me vem à cabeça é aquela que me vem à mesa.

Talvez por isso continue sem ver o que diferencia o frango da galinha ou do galo para além do comer. Mais ainda porque já comparei (e comprei) os dois bichos no talho, e estou em condições de assegurar que o jovem tem o mesmo físico do adulto, seja ele galo ou galinha. Se assim também fosse no reino racional, o único aspecto capaz de diferenciar os homens dos chamados bebés * seria igualmente o único aspecto capaz de aproximar racionais de irracionais. E que aspecto seria esse? Tenho para mim que, tal como no prato, a resposta está num bom trincar das carnes.

*gente bem-parecida, mas cujo BI atira-os para idades entre os 23 (antes disso não há jogo!) e os 27 anos

segunda-feira, 30 de março de 2009

Contas de um novo-velho rosário




Lembro-me bem do ‘bota-abaixismo’ que foi. Fizesse o que fizesse, nos últimos meses de banco lá vinha a falange de ataques questionar-lhe o jeito. Ingratos e mais ingratos, nunca me cansei de dizer. Agora percebo por que razão andei a desperdiçar o meu verbo: o problema sempre esteve naquele tal de sentimento tipicamente lusitano. Afinal, tudo se resumia à saudade que o povo tinha de fazer contas.


Sim, porque isso de apuramentos direitinhos, sem qualquer ponta de desvio já não se aguentava. Daí a crítica gratuita, fosse pela publicidade à Caixa, fosse pelo que fosse. Impensável, portanto, atribuir o devido mérito ao treinador! Até porque, com uma equipa apetrechada do melhor jogador do mundo, seria uma fatalidade falhar qualquer apuramento ou resultado, por mais histórico que fosse.


Resta agora seguir o conselho de um certo engenheiro (daqueles de verdade, que passaram bem longe das Independentes da vida)... e fazer as contas! Eu, que nem tenho nenhum interesse nisto (BRASIU-IU-IU), até dou uma ajudinha para resolverem este grande problema nacional. Basta verem como toda a verdade sobre o que aconteceu no estádio lá de cima – cujo nome a minha devoção não me permite escrever – pode caber num simples abrir e fechar de parêntesis.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Plano poupança-reforma*



Terei lido bem? 18.900 euros?! Por uma noite apenas? 18.900 euros! Digamos que, assim de repente, por uma noite aqui e outra acolá, vejo-me perfeitamente capaz de adormecer os meus princípios. O único problema é que depois das noitadas também me vejo imperfeitamente capaz de recuperar o meu descansado sono. Por isso, antes sequer de pensar em sacrificar a minha moralidade tenho de tratar de esquecer. Não os princípios – porque sem eles transformar-me-ia numa espécie de filme sem argumento, que é como quem diz em algo irreconhecível – mas sim as noites de 18.900 euros.


‘Bastaria’ para isso entregar-me à droga do esquecimento. Dizem os holandeses, gente bem versada nas matérias estupefacientes, que o comprimidinho faz maravilhas pelo apagar das más memórias. Digo eu, gente que nunca teve 18.900 euros nesta vida, que a garantia de uma dose supressora me faria aguentar uma noite de cruzamento com o nobre da foto. Afinal, assegura-me o pessoal da circulação nocturna, que a companhia do duque de Westminster é capaz de engordar a mais anoréctica das reformas.

*cobertura fictícia

terça-feira, 24 de março de 2009

Felicidade de colo

Ontem foi à socapa: com a cumplicidade de uma enfermeira lá consegui ver a mana recém-mamã e a sobrinha recém-nascida. Tive o engenho e a sorte de apanhá-las entre mudanças de piso, já que o dia do parto - aquele em que a família bate recordes de ansiedade - está exclusivamente reservado ao papá.

Incrível, estranho eu. Que é feito dos direitos dos avós e dos tios das criancinhas? E o que dizer da vontade dos pais de partilharem as emoções em alargada família? Então a nossa Leonor nasce poucos minutos depois das 17h e temos de esperar quase 24 horas (visitas só no dia seguinte às 14!) para conhecê-la?

Estava-se mesmo a ver que eu a minha mãe tínhamos de aliar os nossos sensos de justiça para corrigir tamanha injustiça! Ainda por cima sabendo nós que a parte geograficamente distante do nosso núcleo familiar desesperava por notícias fotográficas. «Tiras com o telemóvel e depois mandas por email». Simples demais, não fosse o absurdo impedimento de sequer visualizar o foco da ansiada imagem.

Apesar dos anunciados obstáculos, lá acabei por assumir o compromisso: «Ok», prometi, esperançada em recuperar algum fôlego numa já longa maratona de contactos Marselha-Lisboa, Lisboa-Marselha. «Mesmo que não nos deixem vê-las, de certeza que o Bruno tirou fotografias», convencia-me eu durante o pacto telefónico, num raciocínio típico de quem nunca sofreu as ‘dores’ de parto.

Bem de propósito, aconteceu que na correria dos nervos, o paterno telemóvel com câmara não seguiu o caminho da maternidade. Por isso apressei-me a posicionar o meu Nokia, que - antecipando um eventual fracasso da operação de infiltração na obstetrícia - estava prestes a saltar para as mãos do cunhado. Acabariam, no entanto, por ser os meus dedos a pressionar os primeiros flashes.

«Amanhã bem cedo envio-te as fotos», comprometia-me eu, naquela que pelo anoitecer da hora se adivinhava como a última ligação do dia a França. «Só amanhã? Porque é que não mandas hoje?». De nada me adiantou explicar que o cabo de transferência das imagens, do telemóvel para o computador, estava no trabalho.

«Oooooh! Eu e a Luana estamos aqui ansiosas para conhecer a Leonor!». Tento anular a súplica fraterna, mas depressa derreto-me com a imagem: e se fosse eu naquela situação?«Tudo bem», concordo. «Vou voltar para o trabalho e mando as fotos». Assim fiz, direccionando o meu entusiasmado email para uma nova promessa: «Depois da visita envio mais». Depois já quase foi ontem, a visita soube-me a pouco, mas consegui recolher e enviar mais provas de como a felicidade cabe perfeitamente num colo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

NASCEU!


A Leonor já gritou a sua presença neste mundo. Nasceu com 3,600 quilos e, garante o papá, que teve a coragem de assistir ao parto (BRAVO, BRAVO), que a princesa é a cara da mummy. Estou muito acima de feliz!


Respira, respira!



A pré-mamã pensava que era xixi. Afinal eram aquelas águas, célebres pelo rebentar das esperanças. Diz quem já se molhou, que a Leonor ainda pode esperar até amanhã para nascer. Venha ela!

sábado, 21 de março de 2009

Pela segunda vez...



...abro excepção à regra de não postar ao fim-de-semana.

Primeiro foram os 105 anos, agora é mais um troféu para abrilhantar a nossa história. Momento, por isso, de cantar até enrouquecer:


SLB/ SLB/ SLB/ GLORIOSO SLB/ GLORIOSO SLB


Crónica de jogo: o espectáculo foi fraquinho e feiinho, mas os pêlos faciais do Quique estiveram irrepreensíveis a dar muito mais charme ao jogo. Ai se estiveram!