terça-feira, 14 de junho de 2011

Dúvida razoável

Se as senhas do passe já estão impressas, se os dias de um mês não se esgotam numa semana, por que raio é preciso viver uma odisseia para desencantar esse pedaço colante de transporte a cada passagem de dia 8?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais nove quilos!



Regressei três fins-de-semana e 22 dias depois com a balança a assinalar os excessos de camarões e castanhas de caju: voltei com mais nove quilos na bagagem.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sim, sou eu!

Sussurramos e suplicamos: «Não olhes agora». O truque pode ser manhoso, mas pelo menos revela vontade de não dar nas vistas enquanto apontamos para o personagem principal daquela nossa história. Eles parecem não estar nem aí. À descarada, em grupos de amigos do nosso especial amigo, não disfarçam o exercício de avaliação: rondam, observam, comentam. Comentam, observam, rondam. E com tanta insistência que numa das últimas sextas-feiras fiquei tonta só de os topar de esguelha.

Vai de retro!

Ela foi dando vários sinais de falsidade. Eu fui ignorando. Menos por acreditar numa metamorfose de carácter, e mais por medo de ficar órfã de alguém que mesmo não sendo amigo ocupava, sem preencher, esse precioso espaço social.

Ela era egoísta, invejosa, interesseira. Eu fui ignorando. Ignorei o namoro com aquele que ela sabia ser o meu tal e que ela também sabia estar a castigar-me depois de um desaguisado adolescente. Ignorei as promessas nunca cumpridas dos biscates de Verão, de mim desviados para evitar a concorrência na compra de estilos. Ignorei os programas não partilhados, os romances ocultados, e até hoje não percebo por que raio ela jurou, algures lá atrás, que ficaria em casa a estudar naquele aniversário, mais tarde comentado na escola em forma de festa.

Ela fazia-me mal e carregou de desconfiança os meus passos para as amizades seguintes. Apaguei-a dos meus contactos há muitos anos, logo depois da festa que não haveria mas que aconteceu e para a qual não fui convidada. Ela seguiu o caminho dela, eu segui o meu e não vejo razão alguma para que os nossos caminhos se voltem a cruzar porque em consciência escolhi a distância. Na minha história ela é uma pessoa má, e isso levanta diferenças irreconciliáveis. Por isso, quando recebi um convite para travar amizade facebookiana com ela só me ocorreu benzer-me. Vai de retro!

domingo, 3 de abril de 2011

Do lado de lá

À chegada de mais uma viagem ao paraíso (obrigada Cosmos), a equipa observa Lisboa ainda dos ares e, sem hesitações, encerra uma semana de viagem entre partilhas da praxe: «Nada como voltar a casa», ouve-se de uma boca. «Lisboa é das cidades mais bonitas do mundo», acrescenta outra voz. Desencontrada do tom desta sinfonia patriótica, refugiei-me no hino de todos os regressos do Brasil, suspirando em silêncio por mais um pedacinho do meu Brasil. Caramba. Como eu sou de lá.

Fantástico

Por segundos pensei que seria uma pegadinha. «Oi? Eu dar uma entrevista? E logo ao Zeca Camargo? Porquê eu?». Nada de mais, responde-me a mulher da abordagem que, pouco depois, encaixo no papel de produtora da Globo. «É apenas uma brincadeira que o Zeca tá fazendo, uns flashes com os convidados».

Tudo bem, disse. Como responder que não?

E lá fui, a tremer nas canetas, com a voz torcida, e a incredulidade estampada na cara. Não sei quanto tempo fiquei sob o foco das luzes (caramba, aquilo é mesmo forte), apenas tenho uma vaga noção do que o Zeca me perguntou (ai, o Zeca) mas uma coisa eu garanto: mesmo com a convicção de que não disse nada do que queria dizer (é incrível como os nervos atropelam o raciocínio) a experiência foi fiel ao nome do programa do Zeca. Fantástica. Duvido é que tenha dignidade para aparecer na telinha.